Ela
estava em pé, falava ao telefone.
Ao se aproximar, ele percebeu como ela estava radiante naquela noite.
Seu cabelo estava impecável, um sorriso enfeitava seu rosto.
Ele, encantado, abriu a porta do carro.
Ela entrou, sentou-se e logo olhou para ele.
Que ao se deparar com aquele olhar matador, perdeu um pouco a fala.
Ao se aproximar, ele percebeu como ela estava radiante naquela noite.
Seu cabelo estava impecável, um sorriso enfeitava seu rosto.
Ele, encantado, abriu a porta do carro.
Ela entrou, sentou-se e logo olhou para ele.
Que ao se deparar com aquele olhar matador, perdeu um pouco a fala.
Ela
estava cheirosa, animada e bem vestida.
Aos poucos ambos foram se soltando.
Ela ia explicando a ele a forma mais fácil de sair do bairro em que mora.
O bobão, não conhecia o local, era a primeira vez dele por aquelas bandas.
Paciente, ela foi explicando passo a passo.
E ele, hipnotizado por aquele olhar, não sabia se dirigia ou olhava para ela.
O perigo iminente o fez olhar para frente, por mais que seu pescoço teimasse em virar para direita. Ela ria, se divertia enquanto conversava com ele.
Estavam indo ao cinema, ver mais um filme de um astro hollywoodiano.
Ao chegar, desceram do carro, caminharam lado a lado, sem dar as mãos.
Ele não sabia se era o certo, pois fazia apenas duas semanas que estava sozinho, após o fim de mais um namoro que o feriu.
Eles chegaram cedo, faltava ainda um bom tempo até o começo do filme.
Andaram, mas ambos não estavam muito concentrados nas vitrines.
Ele, vaidoso, quis se pesar na farmácia, satisfeito com o resultado, esperou que ela fizesse o mesmo. Ao se deparar com os bem distribuídos quilos dela, não resistiu e disse que levantava quase duas dela no supino. Ela olhou, fez carinha de esnobe e logo continuaram a andar.
Ele não estava a fim de jogar o tempo fora.
Sentou-se num simples banco, mas logo se levantou, pegou na mão da moça e de forma cordial esperou que ela se sentasse primeiro.
E ali, de forma simplória, conversaram muito, riram, se paqueraram...
Ele percebeu que o beijo podia acontecer ali, sentiu que a sintonia estava boa.
Mas não precipitou tal acontecimento, por mais que percebesse ela chegando cada vez mais perto.
Ele, que há tempos não sabia o que era sentir-se desejado, estava feliz.
As mãos que não foram dadas no começo, a essa altura já estavam com os dedos entrelaçados. Foram então, em direção às salas do cinema. Sentaram-se para ver o filme, ela olhava muito para ele, que fingia não estar ali. Ao apagar das luzes, ele estava concentrado no filme, ao mesmo tempo em que a percebia inquieta. Sabendo que ela estava ansiosa para que o beijo acontecesse, ele ainda se segurou um pouco.
Até que, depois de refletir e viajar um pouco no filme, ele se aproximou um pouco mais dela, até que o beijo aconteceu. Sem muito jeito, porque a poltrona não ajudava. Ele nunca gostou de ficar de amasso no cinema, então se beijaram mais umas três ou quatro vezes no máximo. Viram o bom filme, riram, trocaram carícias como se já tivessem intimidade. Nada fora do comum, tudo acontecia de forma absurdamente natural. E os dois estavam ali, ambos em paz.
Depois do filme, ele a levou em casa. Parados lá em frente, conversaram ainda mais.
Trocaram mais alguns beijos, nenhum amasso com desejo exacerbado. Tudo acontecia de forma carinhosa, o que não é nada comum em primeiros encontros.
Ela, que havia dito a ele que o achava ilusório, às vezes o olhava com admiração.
Ele, ainda com o coração despedaçado, não conseguia se envolver na situação completamente. Ainda assim, deu uma mordidinha na orelha dela e percebeu como se arrepiou.
Ela, que tem uma tatuagem, disse a ele que não era incomum ser cantada, os caras perguntam se podem morder a fruta que está desenhada em seu ombro. Ele disse a ela que quando se encontrassem pessoalmente não ia pedir, ia fazer. E assim o fez! Depois de mais uns poucos beijos, já era madrugada e no dia seguinte ela ainda tinha estágio. E assim, para ele, a noite foi mais que perfeita. Pois, não gosta de precipitar os acontecimentos. Aconteceu só o que tinha que acontecer.
O que vem depois? Não se sabe!
É o que inevitavelmente irão se perguntar por um bom tempo de suas vidas...
Fim.
Philippe Dutra
Aos poucos ambos foram se soltando.
Ela ia explicando a ele a forma mais fácil de sair do bairro em que mora.
O bobão, não conhecia o local, era a primeira vez dele por aquelas bandas.
Paciente, ela foi explicando passo a passo.
E ele, hipnotizado por aquele olhar, não sabia se dirigia ou olhava para ela.
O perigo iminente o fez olhar para frente, por mais que seu pescoço teimasse em virar para direita. Ela ria, se divertia enquanto conversava com ele.
Estavam indo ao cinema, ver mais um filme de um astro hollywoodiano.
Ao chegar, desceram do carro, caminharam lado a lado, sem dar as mãos.
Ele não sabia se era o certo, pois fazia apenas duas semanas que estava sozinho, após o fim de mais um namoro que o feriu.
Eles chegaram cedo, faltava ainda um bom tempo até o começo do filme.
Andaram, mas ambos não estavam muito concentrados nas vitrines.
Ele, vaidoso, quis se pesar na farmácia, satisfeito com o resultado, esperou que ela fizesse o mesmo. Ao se deparar com os bem distribuídos quilos dela, não resistiu e disse que levantava quase duas dela no supino. Ela olhou, fez carinha de esnobe e logo continuaram a andar.
Ele não estava a fim de jogar o tempo fora.
Sentou-se num simples banco, mas logo se levantou, pegou na mão da moça e de forma cordial esperou que ela se sentasse primeiro.
E ali, de forma simplória, conversaram muito, riram, se paqueraram...
Ele percebeu que o beijo podia acontecer ali, sentiu que a sintonia estava boa.
Mas não precipitou tal acontecimento, por mais que percebesse ela chegando cada vez mais perto.
Ele, que há tempos não sabia o que era sentir-se desejado, estava feliz.
As mãos que não foram dadas no começo, a essa altura já estavam com os dedos entrelaçados. Foram então, em direção às salas do cinema. Sentaram-se para ver o filme, ela olhava muito para ele, que fingia não estar ali. Ao apagar das luzes, ele estava concentrado no filme, ao mesmo tempo em que a percebia inquieta. Sabendo que ela estava ansiosa para que o beijo acontecesse, ele ainda se segurou um pouco.
Até que, depois de refletir e viajar um pouco no filme, ele se aproximou um pouco mais dela, até que o beijo aconteceu. Sem muito jeito, porque a poltrona não ajudava. Ele nunca gostou de ficar de amasso no cinema, então se beijaram mais umas três ou quatro vezes no máximo. Viram o bom filme, riram, trocaram carícias como se já tivessem intimidade. Nada fora do comum, tudo acontecia de forma absurdamente natural. E os dois estavam ali, ambos em paz.
Depois do filme, ele a levou em casa. Parados lá em frente, conversaram ainda mais.
Trocaram mais alguns beijos, nenhum amasso com desejo exacerbado. Tudo acontecia de forma carinhosa, o que não é nada comum em primeiros encontros.
Ela, que havia dito a ele que o achava ilusório, às vezes o olhava com admiração.
Ele, ainda com o coração despedaçado, não conseguia se envolver na situação completamente. Ainda assim, deu uma mordidinha na orelha dela e percebeu como se arrepiou.
Ela, que tem uma tatuagem, disse a ele que não era incomum ser cantada, os caras perguntam se podem morder a fruta que está desenhada em seu ombro. Ele disse a ela que quando se encontrassem pessoalmente não ia pedir, ia fazer. E assim o fez! Depois de mais uns poucos beijos, já era madrugada e no dia seguinte ela ainda tinha estágio. E assim, para ele, a noite foi mais que perfeita. Pois, não gosta de precipitar os acontecimentos. Aconteceu só o que tinha que acontecer.
O que vem depois? Não se sabe!
É o que inevitavelmente irão se perguntar por um bom tempo de suas vidas...
Fim.
Philippe Dutra

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